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perspectiva-civ-2015

Acredita-se que, no Brasil, o desenvolvimento da construção civil se baseia em alguns pilares do setor privado. Então, é possível que o mercado entre numa fase de crescimento orgânico e fique mais sensível à renda, ou seja, ele vai depender da disponibilidade de financiamento, do aumento de renda e do número das famílias e da mobilidade no território.

Portanto, em 2015, a tendência é de que o setor não tenha um crescimento tão grande como teve nos anos anteriores. Segundo a estimativa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), o crescimento no setor deve ficar próximo de zero, sendo assim, o crescimento deve ser de, no máximo, 0,5 por cento. A expectativa tem como base a fase de ajuste do mercado imobiliário, o menor crescimento da renda do consumo das famílias e o encarecimento do crédito.

Além disso, as contratações de obras relacionadas a novos investimentos devem ocorrer com maior intensidade somente no segundo semestre do ano e deve haver uma queda de 1,5% na produção de materiais de construção e um crescimento nulo no comércio de insumos (cimento, ferro, tubos e conexões, telhas). Já o emprego no setor deverá sofrer declínio de 2%.

Os números não são tão empolgantes assim, não é mesmo? Mas calma!

Considerando que, em 2015, deve haver uma organização da política macroeconômica e da manutenção dos investimentos, é importante ressaltar alguns aspectos positivos, como: a contribuição positiva do maior compromisso do governo federal com a contenção da inflação, com o ajuste fiscal e o impulsionamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Com a disponibilidade de crédito na economia e a contratação de aproximadamente 350 mil unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) já no 1º semestre de 2015, os imóveis voltados para a baixa renda vão permanecer em destaque no mercado. A primeira fase da terceira edição do MCMV começa no início desse ano e o setor imobiliário deseja o aumento de 15% nos valores das faixas de renda, além da criação de uma categoria intermediária.

E, provavelmente, ainda segundo dados do Sinduscon-SP, no primeiro semestre as construtoras vão permanecer seletivas em relação aos novos empreendimentos e devem manter o foco na venda dos imóveis prontos ou já lançados devido à implementação dos tais ajustes econômicos, mas a partir do segundo semestre, deve haver um maior crescimento nos lançamentos de imóveis no Brasil.

Ainda há esperanças…

Em 2016, espera-se que, finalmente, tenha uma retomada para o setor da construção com base em obras de logísticas do governo federal, como ampliação de ferrovias e melhorias em rodovias em todo o País, dando confiança às empresas e aos consumidores. Além disso, é preciso que o mercado imobiliário consiga equilibrar o excesso de oferta e a pouca demanda.

Fonte: altaequipamentos.com.br

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